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Doença de Alzheimer e Psiquiatria Geriátrica

Publicado em 28/01/2021

Entenda como a doença de Alzheimer se manifesta e a importância do tratamento adequado para oferecer qualidade de vida e bem-estar ao indivíduo.

Esquecer nem sempre é um sinal de Alzheimer. Muito confundida com a demência, situação que também afeta a memória por uma disfunção no cérebro, a doença se difere pela degeneração dos neurônios, afetando o comportamento, fala e também apetite do indivíduo.

Com mais de 44 milhões de pessoas no mundo sendo afetadas pelo Alzheimer, é muito importante que a doença seja conhecida e tratada de forma eficaz para garantir qualidade de vida e bem-estar ao portador. Conheça mais sobre essa doença e a importância do acompanhamento pela psiquiatria geriátrica, a seguir.

O que é Alzheimer?

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma patologia causada pela morte de células cerebrais, ocasionando a perda de memória e diminuição das funções cognitivas como orientação, atenção e linguagem.

De acordo com a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer) estima-se que no mundo todo, mais de 44 milhões de pessoas sofram com a doença. No Brasil, são cerca de 1,2 milhão de casos, sendo que grande parte deles não foi diagnosticado.

O motivo é a forma como a doença é confundida com condições naturais dos idosos, como o declínio cognitivo relacionado à idade. Contudo, a doença de Alzheimer pode ter seu início décadas antes dos sintomas surgirem, dificultando seu tratamento. Afinal, um diagnóstico precoce permite que o avanço da doença seja retardado, tornando possível maior controle sobre seus sintomas e garantindo que o indivíduo tenha qualidade de vida.

Quais sintomas podem indicar Alzheimer?

A doença de Alzheimer se apresenta de forma lenta, e seus sintomas podem ser a curto prazo, estando ligados ao esquecimento constante, assim como na síndrome da demência. Com o passar do tempo, o comprometimento cognitivo do portador da doença de Alzheimer pode ser maior, tornando seus sintomas mais perceptíveis. Entre eles, estão:

  • perda de memória recente;
  • dificuldade para encontrar as palavras;
  • desorientação em tempo e espaço;
  • perda da iniciativa e motivação;
  • dificuldade para ter iniciativa;
  • agressividade;
  • sinais de depressão;
  • redução de interesse em atividade e passatempos;
  • problemas para lembrar o nome das coisas e pessoas;
  • mudança de personalidade;
  • perda de habilidades simples, como escovar dentes e pentear os cabelos;
  • dificuldades para ler, falar e entender as coisas com clareza;
  • confusão e desorientação;
  • incapacidade de realizar atividades do dia a dia;
  • lembrança frequente de fatos do passado;
  • perda de estabilidade sentimental e comportamental;
  • perda de confiança;
  • alucinações;
  • dependência de cuidados;
  • dificuldade para manusear utensílios, vestir-se e ter autocuidado;
  • quadros paranoicos;
  • alteração de apetite;
  • agitação noturna;
  • falta de mobilidade.

De acordo com o avanço das fases do Alzheimer, os sintomas vão se agravando, com a possibilidade de ocorrer incontinência fecal e urinária nas etapas mais avançadas da doença, além da intensificação de comportamentos inadequados e incapacidade de locomoção.

O acompanhamento do idoso na psiquiatria geriátrica é importante, pois nem todas as pessoas devem apresentar os mesmos sintomas, dificultando o diagnóstico do Alzheimer sem a presença de um profissional.

Além disso, por se tratar de uma doença progressiva, o quadro do paciente portador de Alzheimer sofre constantes modificações, exigindo que o tratamento seja adaptado constantemente.

Existe tratamento para o Alzheimer?

A doença de Alzheimer ainda não tem cura. No entanto, pesquisas científicas progridem a cada dia na descoberta dos mecanismos responsáveis pela patologia, assim como no desenvolvimento de medicamentos para seu tratamento, garantindo qualidade de vida e sobrevida ao portador, mesmo em fases agudas da doença.

Tratamento farmacológico


O tratamento farmacológico da doença de Alzheimer envolve o uso de medicamentos que possam inibir a degradação da acetilcolina. Essa substância está presente no cérebro e, em pacientes portadores de Alzheimer, se encontra de forma reduzida. Por isso, acredita-se que esse seja um dos motivos das causas dos sintomas.

Medicamentos aprovados para o uso no país que atuam na acetilcolina são usados também em casos de demência leve e moderada. Algumas medicações específicas e controladas podem ser indicadas pelo profissional para tratar sintomas comportamentais e psicológicos, como:

  • agressividade;
  • agitação;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • alterações do sono;
  • apatia;
  • delírios e alucinações.

Para garantir a ação correta dos medicamentos indicados por especialistas é importante que os horários e doses sejam seguidos corretamente. Além disso, alterações e reações não esperadas devem ser comunicadas ao médico para que ajustes sejam feitos.

Tratamento não-farmacológico


Complementando o tratamento farmacológico, o tratamento para a doença de Alzheimer também deve ser realizado de outra maneira. Segundo dados da ABRAz, evidências científicas indicam diversos benefícios em atividades que estimulam a cognição, parte física e social do indivíduo, realizando manutenção e preservação das habilidades que favorecem a funcionalidade.

Assim, práticas que permitam o paciente treinar suas funções cognitivas como memória, linguagem, atenção e orientação devem ser associadas ao tratamento por meio de medicamentos. Os indivíduos poderão assim desenvolver maior segurança e exercitar o cérebro de forma ampla e frequente.

Entretanto, a seleção distribuição de tarefas e frequências com que elas devem ser realizadas deve ser feita de forma criteriosa por médicos especialistas em Psiquiatria Geriátrica.

É possível prevenir a doença?

Diversos estudos indicam que atividades como exercícios físicos, dieta que envolva uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis ajudam na prevenção da doença de Alzheimer.

Além disso, a prática de exercícios ajuda a estimular a cognição, assim como leituras, filmes, jogos e outros passatempos podem apresentar ações visíveis como uma forma de ajudar a prevenir a doença.

No artigo de hoje, você pôde conferir um pouco mais sobre a doença de Alzheimer, como identificá-la por meio de seus sintomas, e a importância de buscar atendimento médico para o indivíduo com surgimento de sinais relacionados à doença.

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Eliza Inaê
Eliza Inaê
Sou enfermeira (UNOESTE) com pós-graduação em UTI (Uningá) e Oncologia (UNOESTE) e redatora de conteúdo web.
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